Nosso Centro Cirúrgico conta com toda a estrutura necessária e exigida para realização de procedimentos de maior complexidade.
Um rigoroso controle no ambiente hospitalar é realizado com objetivo de garantir a segurança dos pacientes, tanto durante os procedimentos cirúrgicos, quanto no período pós-operatório.
Realizamos todas as cirurgias oftalmológicas existentes, incluindo as cirurgias de transplante de córnea, descolamento de retina, vitrectomia, catarata por facoemulsificação, cirurgias à laser de correção refrativa (miopia, astigmatismo, hipermetropia), além das cirurgias na pálpebra e de reconstrução do globo ocular (plástica funcional).
LISTA DE CIRURGIAS
1. Anel de Ferrara
O tratamento usual do ceratocone consiste na utilização de óculos ou lentes de contato. Alguns pacientes podem, eventualmente, necessitar de transplante de córnea. Esse procedimento, realizado há várias décadas, alcança resultados satisfatórios.
O implante de anéis intra-corneanos é uma técnica ainda considerada experimental em nosso país, empregada como coadjuvante no tratamento do ceratocone. Embora com aparente bons resultados, relatados por diversos pesquisadores, ainda não há literatura científica suficiente para que o anel intra-corneano seja considerado como procedimento corretivo funcional da prática médico-oftalmo usual.
Em reunião conjunta dos conselhos deliberativos das Sociedades de Cataratae Implantes Intra-Oculares e de Cirurgia Refrativa, foi recomendado ao CBO retirar o implante do Anel de Ferrara do rol de procedimentos experimentais.
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2. Catarata
Quando há perda da transparência do cristalino, diz-se que o paciente está com catarata. O cristalino é uma lente intra-ocular, que tem como finalidade projetar as imagens que entram no olho sobre a retina. Este cristalino sofre um processo de opacificação, ou seja, a perda da transparência, que dependendo da intensidade leva ao aparecimento de sintomas, tais como:
- Intolerância intensa a luz;
- Halos sobre fontes luminosas;
- Diminuição da visão;
Todos estes sintomas vão de leves até intensos.
A catarata que nada mais é do que a desnaturação das proteínas da lente tem diversas causas, como:
- Senil;
- Congênita;
- Trauma;
- Inflamatória;
- Secundária ao uso de certas medicações.
O único tratamento é o cirúrgico, que consiste na retirada deste conteúdo opaco, envolvido por um cápsula que é deixada para receber a lente artificial, que terá o mesmo papel do cristalino.
A cirurgia mais moderna é a facoemulsificação que consta na liquefação do cristalino através da vibração da ponta de um transdutor de ultra-som. Esta técnica tem a grande vantagem de utilizar pequenas incisões que não necessitam de sutura. Quanto ao cristalino artificial, vários são os modelos: dobráveis, rígidas e de vários tipos de materiais, todos compatíveis com o globo.
As lentes mais modernas são as dobráveis e que possuem em sua estrutura física filtros que protegem a retina e mais recentemente que protegem a mácula.
- Nova tecnologia - FACOEMULSIFICAÇÃO – CIRURGIA EM CONSTANTE EVOLUÇÃO - TECNOLOGIA OZIL
A cirurgia de catarata que tem como base os efeitos do ultra-som utiliza a transferência da vibração em alta freqüência para uma ponteira de titânio gerando um movimento de vai e vem. Este trabalho à semelhança de uma britadeira, fragmenta e emulsifica o conteúdo do cristalino opacificado para, em seguida, ser aspirado junto com o líquido infundido.
Todo este trabalho era e é ainda feito com alguns equipamentos através de parâmetros físicos pré-estabelecidos em fábrica.
Com o conhecimento cada vez maior das dificuldades e dos efeitos indesejáveis, há uma procura insaciável de melhorar a relação entre os parâmetros agora livres ao desejo do cirurgião. Este já foi um grande passo. Mesmo assim, há sempre um novo conceito que incorpora ao que já se tem, cuja finalidade é melhorar o empenho e a segurança destas máquinas.
A grande evolução que veio para ficar foi tornar estes equipamentos controlados por “softwares” cada vez mais sofisticados e que são capazes de aceitar novas tecnologias sem a perda da estrutura física do equipamento.
Recentemente surgiu nova idéia que vem revolucionando a cirurgia de catarata, oferecendo mais eficiência, mais segurança e maior rapidez no ato operatório. Trata-se da substituição dos movimentos vibratórios de vai e vem para o de lateralidade. O que isto significa?
O movimento de vai e vem só é produtível em um sentido, ou seja, quando a vibração da ponteira avança. No seu recuo há uma inércia de atividade, portanto, apenas 50% da vibração é útil. Outro aspecto desta passada tecnologia é a repulsão dos fragmentos a serem aspirados porque o próprio movimento de vai e vem tende a repelir e afastar a massa da ponteira, daí o turbilhonamento.
A nova tecnologia ozil com a sua vibração em lateralidade , mantém o material a ser aspirado preso à ponteira de titânio o que aumenta em 100% a sua eficiência.
As evoluções não param por aí. As observações dos cirurgiões nos encontros científicos são anotadas e intensamente estudadas pelos engenheiros que procuram caminhos e formas de atender a estes anseios. Quando se pensa que o ponto “ideal” foi alcançado, novos avanços que chegam nos levam a ver que dificilmente ele será atingido.
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3. Descolamento de Retina
Entre a retina neurossensorial e o epitélio pigmentado da retina existe um espaço virtual, no qual, em situações especiais, pode haver acúmulo de liquido ocasionando o descolamento da retina.
A mais comum, entre várias causas existentes, é a tração vítreo-retínica, que rompe a parte neurossensorial da retina, permitindo a passagem do vítreo liquefeito por meio deste pertuito. Há também as causas traumáticas, inflamatórias e vasculares.
Quando o descolamento é total, todo o campo de visão fica comprometido. Existem várias técnicas para sua correção. Seja pela colocação de gás e fotocoagulação com laser logo que o líquido subretínico é absorvido, seja pela colocação de um elemento de silicone sobre a esclera a fim de elevar a parede do globo ocular até alcançar a perfuração da retina. A introflexão é sempre precedida de cauterização da área rompida pela crioterapia ou pela fotocoagulação se o líquido subretínico for previamente drenado.
A correção do descolamento da retina com grande comprometimento tracional do vítreo é feita pela vitrectomia que consta na retirada completa do humor vítreo com pequenas sondas que penetram na cavidade ocular e na dissecação das membranas tracionais que descolam e desfiguram a citoarquitetura retínica. Esta situação é comumente encontrada nos descolamentos da retina regmatogênicos graves, na retinopatia diabética proliferativa dentre outras causas.
Em casos extremos torna-se necessário a introdução de óleo de silicone para sustentar a retina na parede do globo ocular. A fotocoagulação a laser com sondas que penetram dentro da cavidade ocular é indispensável complemento de fixação definitivo da retina e também excluir áreas isquêmicas próprias dos diabéticos graves.
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4. Glaucoma
O glaucoma é uma doença ocular que não apresenta sintomas e gradualmente leva à perda da visão, sendo hoje a 2ª maior causa de cegueira no mundo. A boa notícia é que a detecção precoce da doença é a melhor forma de prevenção do glaucoma.
O glaucoma normalmente se manifesta em conseqüência do aumento da pressão intra-ocular, que pode comprometer o funcionamento do nervo óptico.
O glaucoma pode se manifestar em ambos os olhos ou em apenas um deles.
Os olhos são captadores de imagens, que são levadas ao cérebro pelo nervo óptico. É no cérebro que as imagens são efetivamente identificadas e interpretadas. O nervo óptico pode ser comparado a um cabo condutor de energia repleto de fios. Se esses fios forem destruídos poderão causar pontos cegos na visão e, em casos mais graves, comprometê-la por completo, levando à cegueira.
As pessoas que apresentam o glaucoma em estado avançado desenvolvem a chamada visão tubular, ou seja, a periferia do campo visual fica afetada, passando a enxergar somente o centro das imagens, como se olhasse através de um tubo.
O acompanhamento histórico das diversas verificações permite identificar a evolução da pressão intra-ocular, apontando a necessidade de exames complementares, voltados à avaliação da saúde do nervo óptico.
Principais exames para diagnóstico e acompanhamento do glaucoma:
- Curva Tensional Diária;
- Campimetria Computadorizada;
- Gonioscopia;
- Biomicroscopia de Fundo de Olho;
- Paquimetria;
- Retinografia;
- OCT – Tomografia de Coerência Óptica.
Todas as pessoas podem desenvolver glaucoma e/ou hipertensão ocular, em qualquer fase da vida. Mas existem alguns fatores de risco. São eles:
- Idade acima de 40 anos;
- Pressão intra-ocular elevada;
- Histórico de glaucoma na família;
- Hipertensão arterial;
- Diabetes;
- Predisposição maior nas pessoas da raça negra;
- Trauma ocular;
- Miopia elevada;
- Uso prolongado de corticóides;
- Enxaquecas freqüentes.
A cura para esta doença crônica ainda está sendo pesquisada. O controle é feito por meio de diminuição da pressão intra-ocular, que pode ser obtida através do uso de colírios hipotensores, tratamentos à laser e cirurgias.
A catarata pode provocar, além da alteração da cor, o aumento do cristalino. Caso a catarata não seja tratada, a pressão intra-ocular pode aumentar, afetando o nervo óptico, que leva a desenvolver o glaucoma.
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5. Pterígio
O pterígio em muitos casos não requer intervenção cirúrgica imediata, podendo ser tratado apenas com o uso de colírios.
A cirurgia pode ser indicada em alguns casos. São eles:
- Por razões estéticas;
- Quando há sintomatologia como, vermelhidão, sensação de corpo estranho, ardência;
- Quando o paciente apresenta astigmatismo secundário ou induzido pelo pterígio, que pode levar a uma tração da córnea e, conseqüentemente, piora da qualidade da visão;
- Quando o pterígio cresce muito e invade a área da pupila, que é a área central da íris – a parte colorida do olho – por onde os raios luminosos penetram no olho.
Existem algumas técnicas cirúrgicas para o tratamento do pterígio, o grande problema está na taxa de recidiva, ou seja, na porcentagem de casos em que o pterígio volta a crescer sobre a córnea. É de consenso que a técnica que realiza a dissecação cuidadosa do pterígio, associado ao auto-enxerto de conjuntiva detém os menores índices de recidiva.
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6. Refrativa Personalizada
A cirurgia refrativa personalizada é a técnica mais moderna de cirurgia refrativa.
Além da correção do grau, ela avalia as imperfeições do olho que dificultam a formação de imagens nítidas, principalmente quando há pouca luz. Ela oferece melhores resultados porque se baseia em um tipo de "impressão digital" do olho do paciente.
Um moderno equipamento, o aberrômetro, captura as ondas distorcidas que retornam do fundo do olho do paciente e compara às ondas refletidas por um olho perfeito, fornecendo dados para elaboração de um mapa que servirá como guia para o laser, informando onde a córnea precisa ser remodelada para a correção do grau e das aberrações óticas do paciente.
A aberrometria faz uma caracterização mais refinada da óptica ocular. Neste exame, é analisado o grau do paciente e também a qualidade da imagem do olho. É utilizado na cirurgia personalizada visando não apenas quantidade, mas também qualidade de visão pós operatória.
O resultado do exame é enviado eletronicamente para o laser. Com precisão de milésimos de milímetros, o laser adapta a superfície da córnea, corrigindo e compensando as imperfeições encontradas.
O tratamento é tão preciso que os movimentos oculares são monitorados e compensados durante a aplicação em uma velocidade de até quatro mil vezes por segundo.
A aplicação do laser, por cerca de apenas 30 segundos, altera permanentemente a curvatura da córnea, fazendo com que os erros refracionais sejam minimizados e até mesmo eliminados.
No entanto, uma avaliação clínica criteriosa e individualizada de cada caso torna-se imprescindível para sanar dúvidas e, especialmente, poder atuar diante de expectativas realistas e um completo entendimento dos benefícios e riscos destes procedimentos
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7. Transplante de Córnea
A ceratoplastia penetrante ou o transplante de córnea envolve a remoção da espessura total da córnea receptora em diâmetros variáveis na colocação do tecido doador, também em sua totalidade.
A cirurgia de transplante de córnea pode ser realizada com anestesia local e sedação ou sob anestesia geral, conforme a indicação médica. O tempo de cirurgia, em média, é de uma hora, não havendo a necessidade de manter o paciente internado de um dia para o outro.
Normalmente, o paciente permanece com o curativo apenas no 1º dia, contudo as revisões inicialmente são constantes e depois mensais até completar de 4 a 6 meses de pós-operatório.
A acuidade visual do paciente pode se apresentar instável até o 4º mês de recuperação, quando inicia- se a retirada dos pontos. Somente após a extração dos pontos é que a visão do paciente toma uma forma próxima do definitivo, podendo ser mais bem avaliada.
Várias são as causas que determinam à realização do transplante de córnea, como traumatismos e infecções, no entanto, a maior causa de transplante de córnea é o ceratocone. Felizmente o índice de rejeição, nesse caso, é bastante baixo, sendo o maior desafio no pós-operatório o controle do astigmatismo. Apesar de 95% dos casos de transplante de córnea, em decorrência do ceratocone, serem bem sucedidos, há casos em que o primeiro transplante pode não dar certo. Nestes casos, há chances de um segundo transplante ter sucesso. Os casos de reincidência do ceratocone em transplantados são extremamente raros.
Há 90% de chances de o paciente ter a transparência corneal adequada no pós-operatório, isso indica que a recuperação está caminhando muito bem. É fundamental, no entanto, o paciente estar ciente que a rejeição pode acontecer em qualquer época da vida, sendo que, quando o paciente sentir esses sintomas, deverá procurar imediatamente o oftalmologista.
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Demais cirurgias feitas no Hospital Pacini:
Blefaroplastia
Calazio
Canaliculoplastia
Ciclofotocoagulação
Cirurgia de Logoftalmo
Ceratectomia
Criopexia
Crioaplicação
Dacrio
Entropio Unilateral/Ectrópio
Enucleação
Epilação
Estrabismo
Evisceração
Granuloma (de Conjuntiva)
Infiltração Sub-Conjuntival
Plástica de Pálpebra
Pontoplastia
Ptose Palberal
Plug de Silicone
Retinopexia
Retirada de Corpo estranho Córnea
Sonda de Monoka
Sonda Bika-Job-Bege
Sutura de Pálbebra
Sutura de Córnea e ou Esclera
Sutura de Conjuntiva
Transplante de Conjuntiva
Tarsorrafia
Triquise com Diatermo
Triquise
Tumor Excerese (de Pálbebra)
Tumor de Órbita
Tumor de Pálpebra
Xantelasma
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